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pequeninos

antigos poemas de Ano Novo

. 1 minuto ler . Written by Fabiano Sei
antigos poemas de Ano Novo

Não sou um sujeito particularmente festivo. Sou quieto e relativamente silencioso. Os fins de ano desafiam-nos, aos pacatos. Nos últimos anos, vêm me apresentando oportunidade de reflexão, transformada em versículos, aos quais reproduzo abaixo.


(1)
na primeira manhã dum ano sem esperança

aromática Aurora
rosácea, risonha
deslindando-se diz:
da Luz me deleito
que infinda me informa

sou puro Começo
Tempo não sou, nem novo nem outro
tempos sois, e em tempo
nas sombras dos próprios pés
fracassais os princípios
que tolos a mim transferis

Sexta-feira, 01/jan/2021. Ainda pandêmicos, veraneando a morte em celebrações assassinas.


(2)
da contagiante alegria

unidos estão em celebração
os que mais importantes que a Vida se julgam
humildes as taças brilhando elevadas
votos de amor destilando a pedir
que emissários da Morte não sejam julgados

Sábado, 02/jan/2021.


(3)
dístico votivo

redobrado retorne
o afeto que ofertas

31/dez/2019—01/jan/2020.


pequeninos: nênia ao novo ano
antigos que trilhosandarilhos que caminhosretilíneos que desviosnovilúnios que desígniostriste este estribilhocantando escutaremos? 31/dez/2018–01/jan/2019

(4)
haicai polidatílico

à noite, ao longe
  a arruaça dos fogos
perto, tranqüila
  a treliça dos grilos

31/dez/2017—01/jan/2018.