Dois poemas de Charles Simic
(1)
Meu amigo Alguém
Por uma rajada de ar fresco,
Talvez, uma porta se abriu
Alhures no quieto entardecer.
À
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O Ano Novo (The New Year), Carrie Williams Clifford
Vem o Ano Novo, e d’Oportunidade
Que se abram os portais de par em par!
Liberto, possa o espírito
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Sinos, dobrai (Ring out, wild bells), Alfred, Lord Tennyson
Sinos, dobrai, e os céus bravios,
A neve e a nuvem despedi,
Este ano morre agora e aqui:
Sinos, dobrai
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Os sonetos da morte (Los sonetos de la muerte), Gabriela Mistral
1
Do nicho regelado onde os homens te deitam,
hei de baixar-te à terra humilde e ensolarada.
Que me hei
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Níobe (Niobe), Alfred Noyes
Igual aos céus, curvada sobre a filha,
Qual o horizonte, unida à própria dor!
Oceano algum, que aflições descarrilha,
Nuvem
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Arte, o arauto (Art, the Herald), Alfred Noyes
Uma voz clamando no deserto
1
Adiante, adiante, e sempre mais adiante!
Que buscas tu, das tolices amante?
Não é
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Leda e o cisne (Leda and the Swan), William Butler Yeats
Golpe: asas batem, debate-se a jovem,
Pescoço orla pescoço, do bico preso,
Peito pressiona-lhe o peito indefeso,
Membros abaixo membranas
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Antes que o mundo fora (Before the World Was Made), William Butler Yeats
Se os cílios escureço,
Se os olhos abrilhanto,
Se os lábios enrubesço,
Se está bom mais ou tanto,
De espelho
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Um manto (A Coat), William Butler Yeats
Para minha canção,
Fiz um manto, bordado
De mitos do passado
Da nuca ao chão;
Os tolos o tomaram,
Vestiram-no
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Poemas, Concha Méndez
Eram verdes feito um mar
Eram verdes feito um mar,
onde o alto céu faz reflexo.
Tão bem sabiam olhar—
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